Que Tempo
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12 Juillet 2006 à 12:26 dans
- Pôemas
S. Pedro padroeiro
S. Pedro, padroeiro de Molelos, tu és,
Proteje o teu povo, sofredor,
Pois todos se prostam, a teus pés,
Pedindo-te saúde, trabalho, paz e amor.
Na sua devoção, de ti esperam,
Que tu os possas proteger,
Da fome e da miséria, que há na terra,
No desemprego e solidão, não os deixes sofrer.
Proteje, cada familia e o seu lar,
Na doença, dá-lhes forças, para vencer,
No trabalho, não os deixes fraquejar,
Na vida, não os deixes esmorecer.
Aos velhinhos, dá forças e alento,
Para lutarem, contra a solidão,
Nos momentos, de maior sifrimento,
Envia-lhes alguém, que lhes estenda a mão.
Aos jovens, dá força e determinação,
Para lutarem, pelos seus ideais,
Com muita coragem e convicção,
Vão realizar seus sonhos e muito mais.
Ajuda nossas crianças, a aprenderem,
A construir, o futuro de amanhã,
Para em harmonia e sabedoria crescerem,
Com saúde, paz e amor, a ter uma vida sã.
Olha também, pelos nossos imigrantes,
Que partiram na esperança, de uma vida melhor,
Entre cá e lá, passaram a ser viajantes,
Nas suas viagens, roga por eles ao Senhor!...
Autoria: Dora Coimbra


Galramento
Um galfarro e uma gavia,de Molelos,
Foram zular á fonte, e se encontraram,
Galfarro girado,de sarilha e em chinelos,
Ela de calcúrreos,branca com a brancosa, de longe se falaram.
Seu padranho de andarilho,ali a deixara,
Com a canavarra de massa burra, para de práusia encher,
Pela gavia, o galfarro se apaixonara,
Falou-lhe do seu gazulo e rifote, que ela devia conhecer.
Ela para responder, da sua cardenho,lhe falou,
Do lapim, do penoso e do comanêncio que tanto gostava,
Falou-lhe também, da chafarrica e ele escutou,
Do chosque e da cúrria, que ela adorava.
Falou-lhe da cascosa, e da verdeosa, que cultivava,
E das orelhas de mula e dos mortambúzios, da sua horta,
Do puxante e da penosa, que ao grízio estavam,
Comendo o zaburro, lançado pela ventosa, chegada a jângolas.
Combinaram para ámatilde, um outro encontro,
Com meduncho de pelos padranhos, serem descobertos,
Pediu um paivante ao primêncio, que já estava pronto,
Disse adeus á gavia, acabara a galramento!...
Autoria:Dora Coimbra
Com palavras tiradas do galramento de Molelos



O galfarro e a gavia
O galfarro, que foi á feira,
Uma bombásia, foi comprar,
Para a gavia, na eira,
A lanfeio, fagonhir.
Torrépias e chispe de chiça,
Também pecado negro, e escamuncho,
Temperados ,com corujo r rançosos,
No bombásio, não é nada mau.
De sorilha, na fusarca,
Foi buscar chosque, e práusia muito boa,
Regressa zoeiro, que grande cardina,
Cai por terrancosa, parte a canavarra da caneira.
Não tem alguião, para outra comprar,
Tem meduncho de seu padranho, e foge do caneiro,
A gavia, seus tibórneas, lhe quer mostrar,
Diz-lhe para não ter meduncho, pois não é alparrote!...
Autoria: Dora Coimbra
Nota:
Pôema escrito com algumas palavras do galramento que se pratica em Molelos.

