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Amizade por Molelos

Que Tempo


S. Pedro padroeiro

S. Pedro padroeiro

S. Pedro, padroeiro de Molelos, tu és,

Proteje o teu povo, sofredor,

Pois todos se prostam, a teus pés,

Pedindo-te saúde, trabalho, paz e amor.

Na sua devoção, de ti esperam,

Que tu os possas proteger,

Da fome e da miséria, que há na terra,

No desemprego e solidão, não os deixes sofrer.

Proteje, cada familia e o seu lar,

Na doença, dá-lhes forças, para vencer,

No trabalho, não os deixes fraquejar,

Na vida, não os deixes esmorecer.

Aos velhinhos, dá forças e alento,

Para lutarem, contra a solidão,

Nos momentos, de maior sifrimento,

Envia-lhes alguém, que lhes estenda a mão.

Aos jovens, dá força e determinação,

Para lutarem, pelos seus ideais,

Com muita coragem e convicção,

Vão realizar seus sonhos e muito mais.

Ajuda nossas crianças, a aprenderem,

A construir, o futuro de amanhã,

Para em harmonia e sabedoria crescerem,

Com saúde, paz e amor, a ter uma vida sã.

Olha também, pelos nossos imigrantes,

Que partiram na esperança, de uma vida melhor,

Entre cá e lá, passaram a ser viajantes,

Nas suas viagens, roga por eles ao Senhor!...

Autoria: Dora Coimbra


Um galfarro e uma gavia

Galramento

Um galfarro e uma gavia,de Molelos,

Foram zular á fonte, e se encontraram,

Galfarro girado,de sarilha e em chinelos,

Ela de calcúrreos,branca com a brancosa, de longe se falaram.

Seu padranho de andarilho,ali a deixara,

Com a canavarra de massa burra, para de práusia encher,

Pela gavia, o galfarro se apaixonara,

Falou-lhe do seu gazulo e rifote, que ela devia conhecer.

Ela para responder, da sua cardenho,lhe falou,

Do lapim, do penoso e do comanêncio que tanto gostava,

Falou-lhe também, da chafarrica e ele escutou,

Do chosque e da cúrria, que ela adorava.

Falou-lhe da cascosa, e da verdeosa, que cultivava,

E das orelhas de mula e dos mortambúzios, da sua horta,

Do puxante e da penosa, que ao grízio estavam,

Comendo o zaburro, lançado pela ventosa, chegada a jângolas.

Combinaram para ámatilde, um outro encontro,

Com meduncho de pelos padranhos, serem descobertos,

Pediu um paivante ao primêncio, que já estava pronto,

Disse adeus á gavia, acabara a galramento!...

Autoria:Dora Coimbra

Com palavras tiradas do galramento de Molelos


O galfarro e a gavia

O galfarro e a gavia

O galfarro, que foi á feira,

Uma bombásia, foi comprar,

Para a gavia, na eira,

A lanfeio, fagonhir.

Torrépias e chispe de chiça,

Também pecado negro, e escamuncho,

Temperados ,com corujo r rançosos,

No bombásio, não é nada mau.

De sorilha, na fusarca,

Foi buscar chosque, e práusia muito boa,

Regressa zoeiro, que grande cardina,

Cai por terrancosa, parte a canavarra da caneira.

Não tem alguião, para outra comprar,

Tem meduncho de seu padranho, e foge do caneiro,

A gavia, seus tibórneas, lhe quer mostrar,

Diz-lhe para não ter meduncho, pois não é alparrote!...

Autoria: Dora Coimbra

Nota:

Pôema escrito com algumas palavras do galramento que se pratica em Molelos.