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Amizade por Molelos

Saudades de Molelos

Cruzeiro

Brasão da quinta do paço

Saudades de Molelos

Da minha terra, parti,

Deixei tudo, para trás,

A casa onde vivi,

A serra, que transmitia paz.

Deixei meu olhar, na ribeira,

Para os peixes guardar,

Também a linda roseira,

Com rosas de encantar.

O sopro, da brisa que passa,

Num dia de primavera,

O sol, que vem e abrasa

Tudo isto, é uma quimera.

Deixei meus ouvidos, á escuta,

Para os pássaros, ouvir cantar,

Também as árvores, com fruta,

Prometo, um dia vou regressar!...

Autoria: Dora Coimbra

Rio Criz


Molelos

Molelos

Eu não nasci, em Molelos,

Mas por sua gente, fui adoptada,

Depois de vir habitar, no seio deles,

Já depois de estar casada.

Melhor que Molelos, somente,

Minha terra do coração,

Linda cidade, meu pensamento,

Que linda, que é o Fundão.

Molelos é cheio de encantos,

Com seus lindos, fontanários,

Seus ranchos e lindos cantos,

a adornalos , seus belos vestuários.

Também há, o Clube Atlético de molelos,

Que fáz vibrar, muitos corações,

Têm sonhos e desejam concebelos,

Querem ser um dia, grandes campeões.

Se um dia, visitar Molelos,

Saiba que vai poder encontrar,

Belas olarias e habilidosos oleiros,

Suas obras d’arte, pode apreciar e comprar!...

Autoria: Dora Coimbra


São Pedro de Molelos

São Pedro de Molelos


Brasão de Molelos

O Brasão de Molelos:

Brasão: escudo de ouro, duas bilhas de negro, realçadas de prata, a da sinistra voltada; em chefe, nimbo de vermelho carregado de duas chaves, uma de ouro e outra de prata, passadas em aspa e atadas do último; em campanha, um fio de prumo com seu peso, de vermelho. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «MOLELOS».


Molelinhos

Molelinhos

Caminho para as gravuras rupestres

Gravuras rupestres:Ficam perto de um rio, porque era aí que antigamente iam buscar água.
Infelizmente, já andaram a estragar as pedras rupestres. Mas ainda assim há lá algumas ainda não estragadas.

Ponte sobre o Rio Criz

Moinho sobre o Rio Criz (Pego Longo)

Repreza de agua Rio Criz (Pego Longo)

Moinho (Pego Longo)

Património Cultural

Designa-se Património Cultural ao conjunto de bens imóveis de valor significativo e manifestações culturais que conferem identidade de um dado Lugar ou Terra.

Assim, a Freguesia de Molelos possui um conjunto de edifícios, tradições e costumes que pode ser caracterizado com tal. Entre outros possíveis, destaco a Igreja São Pedro de Molelos, a Capela de Molelinhos, a Casa dos Senhores de Molelos, a Estação de Arte Rupestre de Molelinhos, a Loiça Preta e o “Galramento�.

A Estação de Arte Rupestre e o “Galramento� (pseudo dialecto de Molelos), merecem destaque, uma vez se trata de um espaço pouco conhecido e de uma forma de comunicar menos usual.

Esta Estação tem um comprimento de 500 metros sendo composta por 6 painéis gravados, destacando-se a representação de animais, lanças, setas e lâminas.

Esta, localiza-se na margem direita do Ribeiro do Carvalhal, a sensivelmente três quilómetros do lugar de Molelinhos.

Através desta indicação e das várias placas de informação que existem na Cidade de Tondela e na Freguesia de Molelos, facilmente se chega a Molelinhos e á placa que indica a existência de património Cultural.

Seguindo a direcção da placa em questão, entra-se num caminho de “terra batia�, com sucessivos entroncamentos, sendo muito difícil encontrar a Estação de Arte Rupestre. È compreensível que este tipo de lugares têm que estar o mais isolados possíveis, afim de evitar vandalismos.

Segundo o Instituto Português de Património Arquitectónico (IPPPA), este local é caracterizado como Imóvel de interesse público, pelo que deve estar sinalizado correctamente, afim de poder ser visitado por todos aqueles admiradores que se deslocam a Molelinhos propositadamente.

Em relação ao “galramento�, (linguagem local), foi criada pelos pedreiros e caiadores da Freguesia de Molelos, com o objectivo de criarem um dialogo entre eles sem que as pessoas estranhas se apercebessem o que diziam ou comentavam.Actualmente ainda se utiliza, contudo está a cair em desuso.

Para alem da loiça preta de Molelos, esta é uma manifestação cultural que identifica um Lugar, uma Zona, uma Terra, Molelos.


Loiça Preta


Viscondes de Molelos

Viscondes de Molelos


Criação

Título criado por D. João VI, rei de Portugal
por decreto de 06-02-1826

a favor de:
Francisco de Paula Vieira da Silva Tovar, 1º visconde de Molelos * 1774

Notas

Titulares

2 Pessoas

1. Francisco de Paula Vieira da Silva Tovar, 1º visconde de Molelos * 1774
2. António Vieira de Tovar de Magalhães e Albuquerque, 1º conde de Molelos


Entrevista a um Oleiro

Entrevista a um Oleiro

Que vantagens traz a louça preta para Molelos?

- Com a louça preta temos aqui muita gente de fora, até de outros países.

Onde vende louça?

- Vendo muitas peças aqui na olaria, mas também noutras lojas fora de Portugal.

Qual é a peça mais vendida?

- É a Cantarinha de Segredo.

É preciso ter jeito para produzir a louça?

- É preciso ter gosto e paciência para fazer a louça, porque há pessoas que não conseguem.

Quais são as peças de trabalho que fazem mais? As tradicionais ou modernas?

- As tradicionais, mas quando temos tempo fabricamos as modernas.

É fácil manter uma olaria?

- Não é assim tão fácil.

Qual a diferença entre o barro preto e o vermelho?

- O barro cinzento é aquele que extraímos em Molelos para fazer as padelas e o vermelho compramo-lo e utilizamo-lo para fazer peças de decoração.

Qual é o segredo para a louça ficar preta?

- É o fumo e a falta de oxigénio.

Porque é que se chama louça preta?

- Porque é a tradição de Molelos.

Como é que se chamava a roda de fazer a louça?

- Antigamente chamava-se roda de pé, actualmente é roda eléctrica.

Onde é que se vende a louça?

- Em algumas lojas de artesanato e também em algumas olarias.


Molelos e sua loiça


Historia de Molelos

História de Molelos

O primeiro senhor das Honras de Nandufe e de Molelos foi Henrique Esteves da Veiga, no tempo de D. Afonso V. Sua bisneta, Maria da Veiga, casou com Sancho de Tovar, copeiro-mor de D. Sebastião e cativo em Alcácer. Desta geração para diante separam-se os senhorios de Nandufe e Molelos, ficando este para os sucessores da dita Maria.

Os Tovares eram oriundos de Espanha e o primeiro em que se principia esta família em Portugal foi Martim Fernandes de Tovar que, seguindo o partido de D. Afonso V e de D. Joana, ao voltar a Espanha, foi mandado degolar por D. Fernando.

O filho, Sancho de Tovar, vingou-lhe a morte, foi capitão de sofala e casou com D. Guiomar da Silva, de quem teve Pedro de Tovar, pai do referido Sancho de Tovar.

Foi seu filho Pedro de Tovar, vedor de fazenda na �ndia, casado com D. Ana Manuel de Gusmão.

O filho destes, Diogo de Tovar, foi casado com D. Mécia de Sousa e capitão da nau Oliveira, queimada para não cair nas mãos dos Holandeses.

Sua filha, D. Ana de Tovar, senhora como seu pai e avós da Honra de Molelos casou com D. Martim de Távora e Noronha, Secretário de estado de D. Pedro II, segundo filho de Pedro Vieira da Silva, Secretário de Estado de D. João IV que depois de viúvo foi bispo de Leiria.

D. Leonor de Távora e Noronha, sua filha, senhora da Honra de Molelos e Botulho, casou com seu tio Jerónimo Vieira da Silva.

Sucederam-lhe no senhorio de Molelos e Botulho seu filho e neto Diogo Vieira da Silva e Jerónimo Vieira da Silva, governador militar dos concelhos de Besteiros e de Sabugosa na Guerra Peninsular, em que prestou muitos e relevantes serviços, e pai de Francisco de Paula Vieira da Silva Tovar, 1º Barão e 1º Visconde de Molelos, o conhecido general que dirigiu as operações do exército miguelista no Algarve e no Alentejo. Foi este avô do 13º senhor de Molelos e Botulho, António Vieira, falecido no seu Paço de Molelos, em 1920.

Molelos

MODELOS TRADICIONAIS DE OLARIA PRETA

Ainda hoje um dos mais importantes centros de olaria artesanal de cor preta, Molelos possui várias oficinas - alpendres – em plena actividade, com oleiros a pulsar uma roda alta, movida com o pé.
Aqui se fabricam, com argilas das terras próximas os tradicionais modelos: cantarinhas ( bilhas ) de segredo, assadeiras, padelas, púc
aros, e panelas, bilhas, cântaras e moringues.
Estas peças, muitas delas com fins exclusivamente decorativas, recebem uma ornamentação manual de carácter vegetalista ou geométrico, incisa ou relevada, ou então um simples alisamento – o brunir - , feito quase sempre pelas mulheres, com seixos do mar.
A cozedura pelo processo da redução do oxigénio, o que garante a cor negra da louça, é obtida no forno de tipo mais antigo ( a soenga, cova aberta no solo ) ou no forno alto, com fornalha, de tradição romano.
A louça é vendida no local e nas feiras de Tondela, Besteiros e Viseu, para consumo interno e também para o estrangeiro.